Em 10/Junho/1884, atendendo pedido da Diretoria do Circolo, a Câmara Municipal de Campinas concedeu-lhe o terreno pedido, onde seriam erguidos um hospital e uma escola . A pedra fundamental da sede própria foi lançada em 20 de Setembro de 1884, a partir de um projeto idealizado pelo engenheiro Samuele Malfatti, com a colaboração do conceituado engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo. Assim, no terreno situado à Praça Riachuelo, lentamente o prédio começou a ser levantado com os auxílios: monetário, em espécie e braçal dos italianos.
Mesmo inacabado, o prédio começou a ser usado, com muito orgulho, como sede social do Circolo.
Em 13/Janeiro/1883, a cidade estava ameaçada com os primeiros casos de febre amarela, e o centro recreativo, num estado de emergência, é transformado em hospital, prestando serviços à comunidade assolada pela epidemia, fechando-se, provisoriamente a escola.
Passada finalmente a difícil luta contra a febre amarela, os italianos continuavam com a inspiração de tornar a associação em Hospital.
Em fevereiro de 1889, a população passa por nova e grande provação: é a volta da febre amarela.
A epidemia aumentava de tal maneira que, 16 dias depois, o Conselho encontrava-se impossibilitado de reunir-se. A Sociedade prestava assistência médica, distribuía remédios, gêneros, dinheiro e cuidados.
O Sr. José Paulino Nogueira – então Presidente da Câmara Municipal, muito apoiou e contribuiu para se abrir nova enfermaria no edifício inacabado da Sociedade. E assim, outra ala é transformada em Enfermaria Municipal. Até o salão de aulas da escola foi dividido em diversas enfermarias.
O Dr. Costa Aguiar, à testa do serviço hospitalar, cai doente no hospital improvisado, sendo transferido para Itu, onde mais tarde veio a falecer.
Em 1897, retorna a febre amarela, provocando mortes, arrasando a cidade, em especial a colonia italiana onde o surto era maior, criando nova fase de dificuldades para o Circolo. Felizmente o Dr. Emílio Ribas descobre e isola o transmissor da terrível doença, saneando Campinas, acabando de vez com a febre amarela.
Entre 1917 e 1918 a colonia esteve a ponto de fechar a agremiação em virtude de conseqüências pós guerra, criando ambiente de desunião, finalmente vencido. |